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Outubro Rosa: câncer de mama tem tratamento, se tiver diagnóstico precoce

01.10.2020 | Por: Da Redação

Alô, mulherada! Outubro Rosa é o mês da prevenção mundial ao câncer de mama. Mas fica a dica: não é só em outubro que o câncer é diagnosticado. É o ano todo! E a notícia boa é que a doença tem tratamento e as chances de cura são altas, se o diagnóstico for precoce.

Significa dizer que você, mulher, deve estar atenta às alterações do seu corpo, realizando o autoexame em média uma vez por mês, logo após o ciclo menstrual. Você também pode contar com ajuda da sua ou do seu ginecologista pra isso. Sentiu algum carocinho ou mudança no tecido mamário? Procure um mastologista, que é o médico especialista em mamas. A dica vale também para mulheres que não identificaram sintomas, mas têm algum histórico na família. Aí, vale fazer um rastreamento, junto ao mastologista pra ver direitinho e tal. Para as mulheres acima de 40 anos, o recomendado é que se faça mamografia uma vez ao ano.  

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) prevê que, até o final de 2020, mais 66 mil mulheres desenvolverão a doença. É gente pra caramba! Pensando na quantidade de casos que cresce a cada ano, em 2018, foi sancionada uma lei que oficializou a campanha do Outubro Rosa nos órgãos federais.

A mobilização acontece no mundo todo e reúne diversos métodos de chamar atenção pra causa, usando sempre o rosa como tema: iluminação de prédios públicos, palestras, conversas, veiculação de campanhas informativas na mídia, entre outros.

Na gringa, o Outubro Rosa existe desde a década de 1990 e foi criado pela Fundação Susan G. Komen pela Cura, em homenagem à Susan Komen, que morreu de câncer de mama aos 36 anos. A Fundação, sediada nos EUA, foi concebida pela irmã mais nova de Susan, Nancy, que acredita que a irmã poderia ter sido curada, ou vivido mais, se ela ela tivesse mais informações sobre prevenção e tratamento. 

Aqui no Brasil, 70% dos casos de câncer de mama ainda são diagnosticados em estágio avançado. Isso acontece por muitos fatores, como a falta de exames regulares, e dificuldade para marcar uma consulta ou para conseguir tratamento. 

Em 2018, o Brasil estava na segunda faixa mais alta de países com maior incidência da doença, somando 62,9 casos a cada 100 mil mulheres. Apesar do dado preocupante, ao mesmo tempo, o país é um dos que têm menos mortes relacionadas ao câncer, sendo 13 óbitos a cada 100 mil mulheres. As informações divulgadas pelo INCA apontam que, por mais tenhamos problemas de falta de investimento em saúde pública, ainda temos muito sucesso em curar as vítimas.

Agora que já falamos da campanha, vamos falar mais sobre prevenção.

Se você perceber alguns destes sintomas, procure um mastologista: 

E ainda:

– Dor na mama ou no mamilo;

– Inversão do mamilo; 

– Nódulos na axila;

– Pele parecida com uma casca de laranja;

– Vermelhidão;

– Mudança de formato ou tamanho da mama

Mastologista explica como as siliconadas podem se previnir :

Grupo de risco: 

Apesar de existir uma maior propensão de desenvolvimento da doença entre mulheres com mais de 50 anos, o aumento na incidência de câncer de mama entre mulheres mais jovens nos últimos anos tem chamado a atenção. No Brasil, em mulheres com menos de 35 anos, a incidência hoje está entre 4% e 5% dos casos, faixa etária em que historicamente apenas 2% dos casos eram observados.

Alguns dos fatores que podem tornar a mulher mais propensa ao câncer de mama:

– Nunca ter amamentado;

– Primeira menstruação antes dos 12 anos;

– Primeira gravidez após os 30 anos

– Reposição hormonal com remédios

– Sedentarismo

– Não sabe bem o porquê, mas mulheres mais altas apresentam maior risco de câncer de mama. Mulheres com mais de 1,75 m apresentam 20% mais risco que mulheres abaixo de 1,60 m.

– Mulheres com mamas mais densas apresentam maior risco de câncer de mama e uma maior dificuldade em diagnosticá-lo pela mamografia.

– Obesidade: quanto maior o tecido gorduroso, maior o risco de câncer de mama.

– Consumo de álcool: o consumo de álcool aumenta o risco de câncer de mama.


Diagnóstico e Tratamento:

Existem várias maneiras de se fazer o diagnóstico: exame de toque – com ginecologista ou mastologista; mamografia; ultrassom e outras técnicas. Para as mulheres acima de 40 anos, o recomendado é que se faça mamografia uma vez ao ano. As modalidades de tratamento podem ser divididas em: cirurgia; radioterapia (além de reconstrução mamária); quimioterapia; hormonioterapia e terapia biológica. 

Os procedimentos podem ser feitos pelo SUS (Sistema Único de Saúde), e o INCA listou algumas unidades de saúde de todos os estados do Brasil – que atendem pacientes com câncer de mama. Você pode conferir pelo link.

No Brasil, um levantamento da Sociedade Brasileira de Mastologia revela que uma em cada 12 mulheres terá um tumor nas mamas até os 90 anos de idade. A notícia boa é que as chances de cura em caso de diagnóstico precoce chegam a 95%.

E atenção aos manos: apesar de raro, câncer de mama também pode acometer vocês. Homens representam 1% do total de casos. Então, fiquem de olho! 

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