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Olimpíada das Mulheres: conheça as Brasileiras que bateram recordes e conquistam medalhas em Tóquio

11.08.2021 | Por: Rayane Moura

Tóquio 2020 é a Olimpíada das Mulheres! Pela primeira vez na história dos Jogos, o número total de atletas é igual entre os gêneros, ou seja 50% de homens e 50% de mulheres. Além disso, metade das conquistas de medalhas brasileiras, foram do sexo feminino. Cola no Portal KondZilla e pega a visão. 

Ao fim das Olimpíadas de 2020, as mulheres brasileiras quebraram o recorde de medalhas conquistadas em uma edição dos Jogos. As atletas fecharam os jogos com o melhor desempenho até agora em todas as Olimpíadas de que participaram. 

Elas subiram ao pódio em Tóquio nove vezes, antes foram cinco vezes no Rio, em 2016. O maior número até agora havia sido em Pequim, nos jogos de 2008, quando levaram sete medalhas para casa. Em relação ao total de ouros que o Brasil leva para casa, as mulheres também se saíram muito bem: 3 das 7 medalhas douradas obtidas pelo Brasil em Tóquio.

E se considerarmos a proporção entre o total de medalhas que o Brasil leva para casa e o total amealhado por mulheres, o desempenho delas também foi o melhor até agora. Das 21 medalhas com as quais o Brasil voltou para casa, 9 foram conquistadas por mulheres ou equipes de mulheres. Esse número representa 41% do total.

Pensando nisso, o Portal KondZilla fez uma lista completa das campeãs olímpicas brasileiras, para conhecerem um pouco mais dessas meninas, que são brabas. Se liga aí: 

Ana Marcela Cunha (Maratona Aquática) 

Em prova bastante disputada, a brasileira Ana Marcela Cunha foi medalhista de ouro na maratona aquática 10km feminino. Ela é a primeira brasileira campeã em maratona de águas abertas nas Olimpíadas. A atleta esteve entre as primeiras desde a primeira das sete voltas, e fechou a etapa em 1h59m30s8. 

Na carreira, a baiana de 29 anos já foi eleita seis vezes a melhor atleta do mundo em maratonas aquáticas. Além disso, ela é tetracampeã mundial em provas de 25 km (2011, 2015, 2017 e 2019) e campeã pan-americana em Lima (2019) na prova de 10 km.

A brasileira de 29 anos chegou ao pódio olímpico pela primeira vez na carreira. Sua estreia foi nos Jogos de Pequim, em 2008, quando tinha apenas 16 anos e chegou na quinta colocação. Quatro anos depois, se frustrou por não conseguir a vaga para a Olimpíada de Londres. Já no Rio, em 2016, ficou em décimo lugar na prova que teve a brasileira Poliana Okimoto sendo bronze.

Beatriz Ferreira (Boxe)

Pela primeira vez na história, o Brasil tem uma mulher numa final do boxe olímpico. A campeã mundial do peso leve (até 60kg), Beatriz Ferreira, se classificou à final da categoria ao derrotar a finlandesa Mira Potkonen, por decisão unânime (5:0) dos juízes na semifinal das Olimpíadas de Tóquio 2020.

Até então, o melhor resultado de uma mulher brasileira no boxe havia sido a medalha de bronze de Adriana Araújo em Londres 2012, primeira Olimpíada com disputa feminina no ringue. Com a prata garantida, Bia já supera o feito da amiga, de quem foi sparring na Rio 2016. 

A baiana de 28 anos é considerada o principal nome do boxe amador brasileiro na atualidade, sendo a atual campeã mundial do peso leve. Também foi campeã nos Jogos Pan-Americanos de 2019. Na sua carreira, antes das Olimpíadas, participou de 29 competições desde 2017 e subiu ao pódio em 28.

Beatriz Ferreira perdeu para a irlandesa Kellie Harrington, ouro no Mundial de 2018, por decisão unânime dos juízes e conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio na categoria até 60kg do boxe.

Laura Pigossi e Luisa Stefani (Tênis) 

Luisa Stefani e Laura Pigossi entraram para a história do esporte brasileiro. Elas conquistaram a primeira medalha do país no tênis em Jogos Olímpicos ao superar as favoritas russas Veronika Kudermetova e Elena Vesnina, vice-campeãs do Torneio de Wimbledon, na decisão do bronze.

Por 2 sets a 1, elas superaram a melhor participação brasileira em Olimpíadas, marca alcançada pelo ex-tenista Fernando Meligeni nos Jogos de Atlanta, em 1996.

A dupla soube que iria participar dos Jogos de Tóquio menos de uma semana antes do início do evento. Graças ao gerente da Confederação Brasileira de Tênis (CBT), Eduardo Frick, que inscreveu Laura e Luisa na lista de espera da chave feminina, elas foram premiadas com uma vaga “surpresa” após uma realocação feita pela federação internacional da modalidade, a ITF.

Stefani mora nos Estados Unidos e Pigossi mora em Barcelona. As duas paulistanas são amigas de infância, mas nunca haviam jogado juntas.

Martine Grael e Kahena Kunze (Vela) 

As brasileiras Martine Grael e Kahena Kunze conquistaram o ouro olímpico na classe 49erFX na vela, na Baía de Enoshima, no Japão. As atletas são bi-campeas, e já tinham conquistado a medalha dourada no Rio, em 2016, na mesma categoria.

A medalha é mais uma coroação para as velejadoras brasileiras, que se conhecem desde criança e foram rivais na classe Optimist, considerada a classe de iniciação da vela. A dupla brasileira foi, em 2016, a primeira campeã olímpica da classe 49er FX, um dos barcos mais difíceis de velejar do programa olímpico. Agora, repetem o feito em Tóquio.

Ambas são herdeiras de famílias tradicionais da vela. Martine é filha de Torben Grael (cinco medalhas olímpicas), hoje chefe da equipe brasileira no Japão, além de sobrinha de Lars (duas medalhas) e irmã de Marco, que competiu no Japão na classe 49er ao lado de Gabriel Borges. Kahena é filha de Cláudio Kunze, campeão mundial juvenil nos anos 80.

Mayra Aguiar (Judô)

A judoca Mayra Aguiar, 29 anos, conquistou o bronze nas Olimpíadas 2020 e se tornou a primeira brasileira a ganhar três medalhas olímpicas em esportes individuais.

O feito de Mayra é histórico em diversos sentidos. A judoca se torna a primeira brasileira a conquistar três medalhas olímpicas em um esporte individual: antes de Tóquio, já havia subido ao pódio em Londres 2012 e Rio 2016. É, também, a primeira a fazer isso em três Olimpíadas em sequência.

Mayra também chega ao topo do esporte que mais deu medalhas ao Brasil em Olimpíadas. O judô soma 24 pódios em Olimpíadas. Mayra tem três, mais do que qualquer outro no país.

Rayssa Leal (skate)

Rayssa Leal, de 13 anos, chegou a Tóquio como a brasileira mais jovem da história das Olimpíadas 2020. Não foi o suficiente! A maranhense conquistou a medalha de prata no skate street, entrando para a história como a atleta mais nova a subir num pódio defendendo o Brasil.

Para chegar aos Jogos com 13 anos, obviamente ela é resultado de um sucesso muito rápido. Aos 11, foi campeã brasileira, mesma temporada em que se tornou a mais jovem a ganhar uma etapa do circuito mundial. Também chegou ao vice-campeonato do mundo em 2019.

Conhecida também como Fadinha, pela fantasia que usava em seu início no esporte, a atleta não parou por aí! Ela foi indicada ao prêmio internacional Visa Awards. A premiação celebra o atleta que melhor representou os “valores olímpicos” na competição. Rayssa chamou atenção por comemorar muito a conquista das companheiras de skate street, principalmente o ouro da japonesa Nishiya Momiji.

Rebeca Andrade (ginasta) 

Avisa que é o funk! Rebeca Andrade levou “Baile de Favela” às Olimpíadas de Tóquio 2020 e trouxe um marco importante ao nosso país: primeira ginasta brasileira a subir em dois pódios. 

A ginasta Rebeca Andrade conquistou prata no individual geral e ouro na categoria salto da Ginástica Artística. Ela também participou da final do solo e garantiu o quinto lugar, que foi a última participação da ginasta durante esses Jogos Olímpicos. 

Além disso, Rebeca será a porta-bandeira do Brasil na cerimônia de encerramento da competição, segundo o Comitê Olímpico do Brasil (COB).

Seleção Feminina de Vôlei

A seleção brasileira feminina de vôlei protagonizou os últimos momentos da delegação brasileira nas Olimpíadas de 2020, e saiu com a medalha de prata em Tóquio. Em nova final diante dos Estados Unidos, o Brasil pegou uma rival muito inspirada e perdeu por 3 sets a 0 (25-21, 25-20 e 25-14), fechando o resultado recorde do país nos Jogos com 21 medalhas no total, número jamais alcançado antes.

Para a seleção brasileira feminina de vôlei, foi a quinta medalha em uma edição de Jogos Olímpicos. Foi também a primeira vez que o time brasileiro ficou com a prata. Além do pódio de hoje, o Brasil tem dois ouros, em Pequim-2008 e Londres-2012, e dois bronzes.

Essa foi a primeira vez que as adversárias venceram as brasileiras em uma final olímpica e também foi o primeiro ouro dos EUA no vôlei feminino.

As mulheres são brabas demais! O local dos próximos jogos olímpicos já está definido, e será na cidade de Paris, na França, em 2024. Enquanto isso, fiquem ligados no Portal KondZilla para ficar por dentro de todas as novidades.

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