Músicas com potencial para subir nas paradas durante a Copa do Mundo 2026
A aproximação da Copa do Mundo 2026, cuja abertura está marcada para 11 de junho no Estádio Azteca, na Cidade do México, deve influenciar o consumo musical em diversas plataformas, com faixas oficiais e hits já conhecidos ganhando espaço nas paradas, aponta levantamento do POPline junto a especialistas de streamings.
Como a Copa altera o padrão de consumo
Segundo profissionais consultados, o comportamento dos ouvintes muda durante as partidas: os streams tendem a cair enquanto os jogos estão em andamento e voltam a subir com força no intervalo ou após o apito final, quando a música passa a compor a catarse coletiva do torcedor. “A Copa do Mundo provoca um efeito bem peculiar no consumo de música. Durante as partidas, os streams caem visivelmente nos países que estão em campo. As pessoas param tudo para assistir, e isso reflete nos dados. Mas o que vem logo depois do apito final é o momento mais interessante: a música volta com uma intensidade diferente, carregando toda a emoção do que acabou de acontecer. Músicas de celebração, de orgulho, de catarse sobem rápido nas paradas. É como se o futebol acumulasse uma tensão que a música precisa liberar. Nenhum outro evento faz isso com a mesma força!”, afirma Daniel Aguiar, Editor Sênior de Música da Deezer na América Latina.
Carolina Alzuguir, Líder de Música do Spotify Brasil, reforça que grandes eventos esportivos criam “momentos culturais compartilhados em escala global” e que faixas relacionadas ao torneio, hits nacionais e músicas abraçadas por torcedores e creators costumam apresentar picos de consumo e refletir nas paradas da plataforma.
Cerimônia de abertura e visibilidade imediata
A cerimônia de abertura será realizada em três países, com atrações nos Estados Unidos que incluem Anitta, Lisa (do BLACKPINK), Rema, Tyla, Future e Katy Perry. No Canadá, a lista traz Alanis Morissette, Michael Bublé, Alessia Cara, Elyanna e Jessie Reyez. No México, se apresentam Maná, Los Ángeles Azules, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean e J Balvin. Especialistas apontam que apresentações nesses palcos costumam gerar aumentos significativos de streams em poucas horas.
“A cerimônia de abertura funciona como o maior palco de descoberta musical do mundo. Em questão de horas após uma apresentação, é possível acompanhar picos de streams de artistas que grande parte do público ainda não conhecia. A Copa 2026 é um exemplo perfeito disso: a música oficial do torneio, ‘Goals’, de LISA, Anitta e Rema, já movimenta as paradas antes mesmo da abertura acontecer porque a cerimônia cria antecipação que vira consumo”, observa Daniel Aguiar, da Deezer.
Faixas com maior chance de crescimento nas paradas
Entre as músicas com potencial de desempenho nas paradas, estão faixas oficiais e sucessos regionais. “Dai Dai”, de Shakira e Burna Boy — também oficializada pela FIFA — já figura no Top 100 Global do Spotify e, “nesta sexta-feira (29)”, registava mais de 1,6 milhão de plays diários, ocupando a 93ª posição. A relevância de Shakira para o torneio é ressaltada pelo histórico da artista com “Waka Waka”.
Outra faixa a ganhar destaque é “Goals”, de Anitta, Lisa e Rema, que aparece no Top 30 do Spotify da Tailândia. “Game Time”, de Tyla e Future, também deve figurar nos charts em breve, apoiada pelos públicos mensais expressivos dos artistas.
Imagem: Imagem Divulgação
No Brasil, a colaboração “Bate no Peito”, de Papatinho, Ludmilla, João Gomes, Zeca Pagodinho, Samuel Rosa e Veigh, tem potencial para emergir nas paradas, assim como grandes hits nacionais já recentes. Exemplos citados incluem “P do Pecado – Ao Vivo”, do Grupo Menos é Mais com Simone Mendes, na 28ª posição no Spotify Brasil, e “JETSKI”, de Pedro Sampaio, Melody e MC Meno K, no momento em nº 55, que pode retornar ao Top 50 impulsionada pelo clima de festa da Copa.
O DJ e produtor Diego Spy, conhecido como JESTFLY, observa que antigamente um único hino dominava o torneio, mas a fragmentação do consumo hoje permite que várias canções se conectem ao evento e permaneçam na memória coletiva: “Mesmo assim, quando uma canção consegue se conectar emocionalmente com o futebol e com a experiência coletiva das pessoas, ela ultrapassa o campeonato. O hino da Copa fica porque ele acaba organizando emocionalmente uma época inteira na memória das pessoas”.
Especialistas e dados preliminares indicam, portanto, que a combinação entre músicas oficiais, performances na abertura e o engajamento nas redes pode impulsionar tanto lançamentos recentes quanto faixas já consolidadas durante a Copa do Mundo 2026.
Com informações de Portalpopline