Polícia pede prisão de seguranças suspeitos de torturar jovem em SP

Autor: Redação

Fotos por: Reprodução // Rede Globo

Notícias | 04/09/2019 19:29:32

Anexo faltante

Um garoto de 17 anos prestou depoimento à polícia em São Paulo para contar a violência que sofreu em um supermercado na Zona Sul após furtar 4 barras de chocolate. Seguranças levaram o adolescente para uma sala, despido, amordaçado e deram diversas chicoteadas de um fio elétrico no jovem. Após a situação, a vítima ainda foi ameaçada de morte caso divulgasse qualquer informação.

O adolescente que sofreu essa violência mora na rua desde os 12 anos. Em entrevista a TV Globo, ele disse que espera justiça. “Quero Justiça contra isso, eles fizeram maldade. Quero pôr eles dentro das grades”. O acontecimento foi em julho e só agora ele conseguiu ir até uma delegacia.

O delegado Pedro Luis de Sousa, titular do 80ºDP (Vila Joaniza), afirmou ter identificado os agressores e que eles terão que prestar depoimento. “Esse foi um crime covarde, extremamente violento, inominável. […] Isso é uma barbaridade, uma violência incomensurável”, concluiu o policial.

No fim da tarde, a polícia expediu um pedido de prisão cautelar contra os agressores.

Violência no país contra os jovens

Infelizmente essa notícia saiu nessa semana. O país vive uma onda de violência sem limites. No Rio de Janeiro, ainda em 2019, um jovem negro foi sufocado por um segurança até a morte. Temos também a notícia da morte de 6 jovens por diversos motivos no Rio. A juventude brasileira está sofrendo violência diariamente por todo o país e quase sempre resultando em morte.

Não é por acaso que sempre essas notícias envolvem jovens de periferias negros, confundidos com bandidos. Se o rapaz furtou chocolate, ele deve ser julgado por este fato. Não podemos partir para a justiça com as próprias mãos, partindo para a violência, tortura e ameaças de morte.

A violência precisa parar. A juventude de favela precisa de um futuro melhor. O jovem precisa de esperança, de um trabalho, de não ser confundido com um criminoso e não morrer por qualquer motivo alheio.

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