Os índios do território Xingu curtem a KondZilla

Autor: Gabriela Ferreira

Fotos por: Carol Brenck

Comportamento | 03/09/2019 10:34:14

Anexo faltante

*As imagens foram cedidas pela fotógrafa para ilustrar a história e não possuem nenhum fim lucrativo.

Sabe aquela frase “uma imagem vale mais que mil palavras”? Pois então, trouxemos aqui uma fotografia da Carol Brenck de uma arte em homenagem à KondZilla em um ritual sagrado na aldeia Uyaipiuku, no território Xingu, no estado do Mato Grosso, pra ninguém duvidar dessa história. Chega mais que nós do Portal KondZilla conversamos com a fotógrafa para entender mais dessa foto tão marcante.

“Na minha última ida ao Xingu, estive na aldeia Uyaipiku, do povo Mehinako. Nosso grupo foi convidado a presenciar o Kuarup, que é a Celebração dos Mortos na cultura dos índios do Xingu, que contou com os povos Mehinako, Kuikuro, Kamaiurá, Waurá e Yawalapiti”, contou Carol sobre a história de onde a foto foi feita. “No final do Kuarup rola o Huka-Huka, uma arte marcial tradicional dos povos do Xingu, entre os povos, cada um com a sua cor. Algumas etnias se pintam de preto, com o intuito de assustar os adversários. Outros a tradicional pintura vermelha e preta, feita com urucum e carvão, e alguns utilizam amarelo e branco. São formas de se expressar e de demonstrar sua arte”.

Foi no meio da luta que Carol flagrou o símbolo da KondZilla no braço de um dos lutadores. “Foi nesse momento que avistei uma pintura diferente. Um indígena homenageando seus ídolos da música. Ao final da celebração, quando tudo passou e voltamos pra realidade foi que fui ver e refletir sobre essas imagens”, comenta.

Além da homenagem ao funk, um dos outros lutadores se pintou homenageando o time de futebol São Paulo. “Alguns indígenas têm acesso à internet, energia e um pouco da vida na cidade, o que não interfere tanto nos costumes tradicionais e na vida na aldeia. Eles são muito ligados ao futebol, têm seus times preferidos, torcem e têm seus ídolos. É normal fazerem homenagens aos times do coração, seja em forma de artesanato ou roupas”, diz ela sobre as pinturas que os indígenas usam durante a luta. “Porém confesso que ter visto um indígena, em um momento tão importante do Kuarup, homenageando um ídolo da música foi incrível”.

A fotógrafa mineira Carol Brenck cresceu cercada pela natureza e a ama. Com seu trampo na fotografia, ela une seu amor pelo meio-ambiente mostrando um pouco da vida dos povos indígenas. “Minha jornada em aldeias indígenas começou em janeiro deste ano e se tornou uma grande paixão. Retrato diferentes povos e culturas, e mais que isso, aprendo muito com eles. São aulas diárias de simplicidade, senso de comunidade e gentileza”.

Muito massa essa história, né? Por mais que o Brasil seja enorme e cheio de culturas diferentes, o país ainda é um só e a KondZilla tá aí pra ligar um povo no outro, quebrando barreiras.

Acompanhe o trampo da Carol no Instagram

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