“Não É Fácil Ser Eu”: conheça a história da tatuagem que hitou entre funkeiros famosos como Kevinho e Kekel
Kevinho com a tatuagem “Não é Fácil ser eu”

“Não É Fácil Ser Eu”: conheça a história da tatuagem que hitou entre funkeiros famosos como Kevinho e Kekel

Com certeza você já viu uma foto da tatuagem “Não É Fácil Ser Eu” por aí. Quem popularizou ela foi o Kevinho, que tem ela marcada no pescoço. A frase começou como uma brincadeira entre amigos e se tornou um hit. Nós trocamos uma ideia com o Bruno Viana, tatuador que alastrou o rabisco entre MC’s do funk e jogadores de futebol. Se liga!

A tattoo virou desafio entre amigos, mas começou numa resenha com  Matheus Souza, barbeiro que já apareceu aqui no Portal KondZilla, na série “Corte Certo”. “Nós estávamos na social, e o Matheus teve a ideia de tatuar alguma coisa. A gente não sabia o que fazer e estávamos olhando o instagram do Gui Araújo, em um desfile. Foi aí que passou uma modelo com uma camiseta escrito ‘não é fácil ser eu’. Nisso eu já elaborei uma ideia semelhante e tatuamos”, lembra Bruno Viana. 

Depois de Matheus, Kevinho curtiu a ideia e resolveu fazer também, aí acabou virando uma tendência. “Ele desafiou o MC Kekel a fazer e depois fizemos em mais alguns amigos próximos, como o Matheuzinho”, conta. 

Começou com pouca gente e virou uma coisa muito maior. A tatuagem caiu no gosto da galera, e até gente de outros países entrou na onda: “Repercutiu mundialmente, teve gente de Portugal fazendo”. 

A caminhada de Viana é longa, ele já carimbou muita gente famosa, como o MC Pedrinho, o MC Davi, MC Menor MR, MC Brinquedo, Joãozinho VT e até jogadores, como o Lucas Lima, do Palmeiras, e o Philippe Coutinho, do Barcelona.

Tatuador Bruno Viana

Aos 27 anos, ele acumula boas histórias. Diretamente de Osasco, ele começou a tatuar aos 19 anos. “Antes eu trabalhava em shopping, fazia bico de fim de semana. Já trabalhei como eletricista e servi no exército por um ano e meio. Mas sempre tive um dom pra desenho, desde criança. Queria ser desenhista, mas as coisas tomaram outro rumo, então comecei a me tatuar. Eu ficava vendo o tatuador me rabiscando e pensando: ‘Pô, o cara faz um desenho na pele e ganha dinheiro pra isso, vive de arte'”. 

Foi então que Bruno decidiu se jogar nesse universo. “Eu pedi apoio desse tatuador, que na época era um dos melhores. Eu ia todo dia pedalando pro estúdio dele. Trabalhei alguns meses com ele e depois criei um estúdio no meu próprio quarto, usando a cama como maca. Não foi fácil”, revela. 

Com foco e ajuda de amigos e familiares, as coisas foram melhorando, até que Viana entrou pro Náutica Tattoo, onde começou a ganhar destaque. Hoje, ele tá com estúdio próprio e manda a dica pra quem também quer ser tatuador: “Analisa se a profissão faz sentido pra você, porque no começo não é fácil. Tenha muito foco pra estudar bastante e se aprimorar. Se preocupe em fazer um trabalho bem feito, sem pensar em valores, mas sim na satisfação do cliente, a grana é consequência!”.

Tatuador Bruno Viana e MC Pedrinho
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