Muito além do novembro negro: artistas do funk e do trap que dão a letra sobre consciência e autoestima o ano todo
MC IG, Nathan ZK e MC Dricka Créditos: Reprodução//Redes sociais
- Por Da Redação

Muito além do novembro negro: artistas do funk e do trap que dão a letra sobre consciência e autoestima o ano todo

Geral tá ligada que 20 de Novembro é celebrado desde 2003 como o Dia da Consciência Negra no Brasil. A data relembra a morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares, e a luta de tantos nomes que abriram caminhos para que a liberdade do povo preto fosse possível. Mas ainda falta muuuuito pra que a igualdade racial seja uma realidade em nosso país, e a música tem um papel chave nessa caminhada; já que é através da arte que muita gente abre a mente para refletir sobre a problemática do racismo. Pra fortalecer a resenha, selecionamos sons de artistas do funk e o do trap que cantam autoestima e conscientização o ano todo (não só em novembro). Pega a visão! 

“Vitória pros Pretos”-  MC IG

MC IG é o cara, já sabemos. Direto da Zona Norte de São Paulo, ele lança várias brabas e, com certeza, levou o fluxo ao delírio quando disparou “Vitória pros Pretos”: “Respeito e admiro, negros de verdade/ Robinho, Obama, Sabota e 2Pac/ Não era assim, hoje é realidade/ Esses levaram a cor para o auge… E a favela vai acordar, a vitória pros preto já tá pra chegar” 

“E Nós tem um charme Que é Dahora” –  MC Dricka

Orgulho da Vila Nova Cachoeirinha, Zona Norte de São Paulo, MC Dricka cantou a voz de várias minas pretas e de quebrada com o hit que celebra autoestima das donas da rua: “E nós tem um charme que é da hora, da hora/ Um sorriso que é de impressionar/ E nós desenrola nas palavra, não leva desaforo pra casa/ Eu que posso me bancar…”

“Diga Não Ao Racismo” – MC Nathan ZK e MC DR

Nathan ZK e MC DR são dois canetas de verdade e tão sempre ligados no dia a dia das perifas. No som “Diga Não Ao Racismo”, eles passam as visão dos manos de quebrada: “Lok que nois não vive de estatística/ Então vai segurando a revolta dos favelado/ que venceu lá na favela me joguei”. 

Preto e Dinheiro” – Dfideliz, Kyan e Mu540

Kyan e Dfideliz formam uma dupla que faz acontecer no trap-funk. Juntos, e com produção do DJ Mu540, os dois cantam sobre os enquadros recorrentes  motivados pelo racismo: “Preto e dinheiro pra eles, ah/ Chegaram em casa e trombou a Patyzinha/ Escutando o som no celular”

A Cara do Enquadro” – MC Nathan ZK e MC Lipi


Os MCs Nathan ZK e Lipi são revelações do funk consciente e ambos vêm canetando só música foda. Na letra de “A Cara do Enquadro”, os dois falam sobre o racismo, principalmente na visão de dois jovens de quebrada: “Sou neguinho favelado/ A cara do enquadro / Que mora na rua de terra/ E mesmo assim é invejado.”

“Rainha da Favela” – Ludmilla

Rainha faz assim! Ludmilla figura entre os principais nomes do funk hoje, sabemos, e recentemente lançou a braba, que representa as manas pretas e de quebrada: “Entre becos e vielas, rainha da favela…”

40 Metros” – MC PP da VS

Em “40 Metros”,  PP da VS também fala sobre um enquadro motivado pelo racismo, tema infelizmente recorrente. “Ao Ver Neguinho no toque, encosta/ Nossa Evolução deixa eles descontentes.”

“Olho de Tigre” – Djonga 

Djonga não é um MC do funk, mas flerta demais com o gênero. A recíproca é verdadeira, já que a massa funkeira ama esse mano do rap que tem no seu repertório um verdadeiro hino – “Olho de Tigre”. Aviso aos navegantes: o refrão “fogo nos racistas” não é uma violência gratuita, mas sim uma resposta inflamada aos ataques que pretos sofrem diariamente nas trincheiras da vida. Se a opressão não dá trégua, por que os dizeres atirracistas seriam diferentes, não é mesmo? Então: “Firma, firma, firma/ Fogo nos racistas.”

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