MC Digo STC conseguiu tirar a mãe da reciclagem através da carreira no funk
Créditos: Felipe Max // Portal KondZilla
- Por Wenderson França

MC Digo STC conseguiu tirar a mãe da reciclagem através da carreira no funk

Acumulando milhões de visualizações em suas músicas no Youtube e parcerias de peso no cenário do funk paulista, MC Digo STC foi mais novo contratado para integrar o time de peso da KondZilla Records. Cantor e compositor o artista vem performando nas plataformas digitais nos últimos meses com sons que tomaram as favelas como: “Respeita Nois” com MC Neguinho da BRC, 31 milhões, “Chuto o Balde” com MC Alê, 25 mi, “Bye Bye Sofrimento” 2,7 mi, “Levada Mala” 2,5 mi com MC Rodolfinho e assinou com a casa na última quarta-feira, 11 de dezembro. Cola que o Portal KondZilla vai te passar a caminhada desse reforço.

O vulgo de batismo é Rodrigo Veronese Lopes, a quebrada que ele carrega no peito é Jardim Santa Cristina, seu início no funk foi mais ou menos em 2010 quando tinha apenas 13 anos de idade. Arrisco-me em dizer como morador de favela, lugar onde o gênero musical nasceu, cresceu, foi descoberto e segue deslanchando, que o funk tem salvados muitas vidas.

“Passei por várias dificuldades, do tipo, minha mãe ter que colher reciclagem nas ruas e eu sair cedo para vender bala no farol ainda muito novo. Mas hoje, ela tem orgulho de mim porque eu consegui da uma vida melhor para ela. Tenho um salário bom que todo mês chegou e consigo tirar um sorriso dela, levar para dar uma volta. Isso é gratificante demais porque ela quem fazia por mim e hoje retribuo”, disse MC Digo STC emocionado em nosso papo.

Por isso, ele explica pra jamais desistir dos objetivos. “Quem tem um sonho é persistir e insistir sempre em cima do que você quer”. Ele passou 10 anos lutando contra a maré até a benção chegar. “Vocês estão enxergando a minha caminhada eu canto desde os meus 12 anos e só agora a estrela foi brilhar graças a Deus”.

Início no funk nas quebradas do Jardim Santa Cristina, Santo André

A falta de estrutura talvez é o que mais afeta o início de artista, principalmente quando falamos do movimento funk. “Foi uma época muito difícil. Precisávamos de apoio e não tinha quase ninguém para nos ajudar. Quando rolava de encontrar uma produtora era sempre longe de casa e nossa localização nunca ajudava”. O caminho achado para estourar e levar suas músicas adiante foram os medleys e o primeiro de grande proporção contou com MC Alê. “Por isso, ficamos só na medley na palma da mão mesmo dentro da favela, depois mandava tudo para internet e assim fomos conquistando um público assim”.

Digo atribui facilidade de cantar a sua fé. “É o que eu gosto de fazer, não tem explicação é Deus mesmo. Eu paro para analisar o dia a dia, como que está a rua e vejo várias fitas para colocar na minha música”.

Contudo a fórmula encontrada foi passear por várias vertentes do funk. “Eu sempre busquei ser neutro sabe? Queria mesmo acertar um hit. Mandava funk ostentação, consciente, ousadia”. Até que ele se encontrou. ” Mas hoje eu venho mais em uma pegada do consciente, ostentação, funk de grau”.

História de “Respeita Nois” pela boca do compositor

“Eu tinha canetado ela a bastante tempo mas não tinha condições para produzir minhas músicas. Foi onde surgiu a oportunidade de apresentar esse trabalho na Encontro de MC’s, o MC Neguinho da BRC me chamou para gravar ela com ele eu abracei e deu certo. Ela me colocou no jogo de vez tanto que até tatuei no meu pescoço”, disse Digo. Falamos de MC Neguin da BRC artista que retrata suas vivências de favela em seus funks e foi o parceiro de MC Dig STC em “Respeita Nois” recentemente.

Para concluir o papo Digo explicou de onde vem sua inspiração para o funk Grau e Corte. “Quando eu era moleque ficávamos vendo os mais velhos passando de moto dando grau, tirando de giro no bololo e tudo isso é umas paradas que você vai guardando quando”. Realizando outros sonhos de moleque. “Hoje de maior fica fico refletindo e acabo colocando o sonho de menorzão nas minhas músicas”.

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