MC Alê, MC Maiquinho, Menor MR, Rodolfinho e Neguin da BRC juntos pedindo paz
Créditos: KondZilla
- Por Gabriela Ferreira

MC Alê, MC Maiquinho, Menor MR, Rodolfinho e Neguin da BRC juntos pedindo paz

O funk consciente não só serve pra passar a visão pra galera, mas também pra unir todo mundo numa única missão. O projeto União é Nóis, criado pelo Patrick Rocha, dono da Encontro de MCs, vem pra mostrar exatamente isso. Na primeira edição desse projeto: só os cria foda: MC Alê, MC Maiquinho, MC Menor MR, MC Rodolfinho e MC Neguin da BRC, com produção do Biel Bolado. Juntos, os cinco MCs falam sobre a realidade do país e pedem pelo fim da violência. Chega mais pra saber tudo sobre esse projeto.


Os MCs com Patrick Rocha (de camiseta listrada) e o diretor Tico (regata branca)

“A ideia surgiu da parceria entre a Encontro de MC’s e a KondZilla. O projeto veio dessa vontade de criar uma união entre os artistas passando a visão da realidade num som só”, conta Patrick sobre o União é Nóis.

Com uma letra que não massageia antes de passar a real de tudo que tá acontecendo no Brasil, a base foi escrita pelo MC Maiquinho, uma relíquia do funk carioca. “É uma satisfação imensa poder voltar ao mercado de SP junto com essa rapaziada que eu admiro. Estou muito feliz pela confiança e agradeço pela confiança de poder mostrar um trabalho diferente, que vem retratando a realidade atual do nosso país”, diz Maiquinho sobre sua participação.

“Quando a letra chegou, dei uma lapidada nos versos, mudei algumas coisas e depois montamos tudo junto”, explica o MC Menor MR, um dos monstros do consciente. “O termo Favela Venceu vem mostrando nossa superação, e que a favela também pode tudo”.

Maiquinho não é o único das antigas, o MC Rodolfinho, que tá no corre do funk tem tempo e até hoje é inspiração pros funkeiros que vão chegando, também faz parte da primeira edição do União é Nóis. “É muito gratificante participar disso porque a letra é muito importante. Precisamos falar sobre isso pra conscientizar a galera que acha que o funk é só bagunça, só festa”, diz ele. “É legal ainda mais por ser com uns moleques mais novos que tão fazendo um baita sucesso. Ser um dos antigos, junto com o Maiquinho, é um privilégio”.

“Essa música é importante porque fala o que a gente tá vivendo, infelizmente”, diz Alê sobre a importância da letra. “É um prazer fazer parte disso com os meus colegas”.

Assim como o Alê nunca tinha participado de uma cypher, o Neguin da BRC também não. “Nunca tinha participado de um projeto desse tipo. Eu já conhecia os meninos e foi muito bacana trabalhar com eles”, comenta o MC.

Essa é somente a primeira edição do projeto, que tem foco no consciente e une os MCs que tem a mesma trajetória: todos de periferias carentes que sempre passaram a visão da realidade em seus sons.

“No meu ver é muito importante essa união, até mesmo pra mostrar que o nosso funk é unido”, finaliza Maiquinho.

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