Hyperanhas: Nath Fischer e Andressinha são parceiras de trampo e de vida
Créditos: Gabriel Zerra // Portal KondZilla
- Por Gabriela Ferreira

Hyperanhas: Nath Fischer e Andressinha são parceiras de trampo e de vida

Conquistando cada vez mais espaço, a dupla Hyperanhas, formada pela Nath Fischer e a Andressinha, apareceu recentemente no canal KondZilla com o videoclipe de “Mulher Foda”, com participação da MC Mirella. O Portal KondZilla trocou um papo com as meninas pra entender mais sobre a história delas. Chega mais.

“Comecei a rimar tem uns dois anos quando estava com amigos. Comecei a escrever, mas se eu disser que eu tava almejando uma carreira, e as coisas tomando uma proporção maior que nem estão tomando hoje, estaria mentindo”, conta Nath sobre seu começo da carreira. Com apenas 24 anos, Nath se mudou pra capital de São Paulo aos 17 anos e logo se envolveu com a cena do rap. “O tempo foi passando e fui conhecendo artistas do meio, ajudei a organizar umas festas, comecei a ter mais acesso ao backstage pra ver como as coisas aconteciam”.

Andressinha, que tem apenas 20 anos e já manda muito, também nasceu no interior e veio pra São Paulo mais velha. “Desde pequena eu queria cantar, ser artista. Sempre gostei de todo tipo de música, então era difícil me encontrar em algum segmento pra seguir até que a Nath me fez escrever um trap e foi amor à primeira vista”.


Nath Fischer

As duas se conheceram em uma social na casa da Nath há quase dois anos e o Hyperanhas já existia na época, mas tomou outra proporção. “O Hyperanhas era um grupo de amigas da Nath e a gente por amar o que o Hyperanhas significava, que sempre foi empoderamento feminino, decidimos carregar no peito pra outros fins profissionais”.


Andressinha

Tem aquelas pessoas que a gente conhece e parece que foi um encontro de outras vidas de tanto que a energia bate, com as duas foi a mesma coisa. “A Nath sempre me ajudou e me ensinou muitas coisas que foram de extrema importância na nossa vida pessoal. O profissional acho que foi uma consequência disso tudo”, explica Andressa sobre o começo de tudo. “Ficamos amigas e passamos mais tempo juntas. A Andressinha tinha acabado de chegar em SP e me falou que cantava, mas não escrevia. Eu mostrei minhas letras pra ela e começamos a escrever ‘Gelo no Copo’ juntas”, relembra Nath.

“Gelo no Copo” foi o primeiro som do Hyperanhas, com participação do Fe Ribeiro. O videoclipe da música tem quase 10 milhões de visualizações e é o maior sucesso da dupla até agora. O som, inclusive, completou um ano agora em junho de 2020, e desde seu lançamento já vieram mais hits, como “Baby o Que Cê Quer de Mim” [4,8 milhões], “Não Quero Love” [3,1 milhões], e recentemente, elas lançaram “Mulher Foda”, [961 mil], com a MC Mirella.

Inspirações

Andressinha falou que sempre quis ser artista e um dos maiores incentivos dela foi o artista Justin Bieber, referência dela até hoje. “Ele é praticamente meu mentor. Escuto as músicas dele desde os nove anos e isso que me despertou a vontade de cantar”, explica ela. “Algumas músicas minhas tem muito dele, não só a técnica que gosto de cantar, mas nas letras, que algumas vezes uso as melodias dele em forma de homenagem”.

Com a Nath, uma das coisas que mais a influenciou foi um show. “Lembro de ter ido num show da IAMDBB no Brasil [em 2019] e a vibe que ela transmitiu foi demais. Acho que ali nasceu a primeira semente em mim: essa vontade de também transmitir uma vibe boa pras pessoas”, comenta Nath. Ela também se inspira em mais uma galera da pesada: Anitta, Lexa e Rosalía.

Tem inspirações funkeiras também como Lexa e Anitta e não são por acaso. Muitas das parcerias que o Hyperanhas tem feito são com artistas do funk: Mirella, MC Henny, Dani Russo, MC Bianca e mais uma pá de gente, isso sem falar que elas fazem parte da Love Funk e da KondZilla Records, duas empresas voltadas pro funk.

“Desde o começo da minha carreira lido muito mais com homens do que com mulheres, e percebi que eles não estavam tão acostumados assim a trabalhar com mulheres”, explica Nath, que diz nunca ter passado por nenhuma situação de preconceito por ser mulher. “No funk e no trap, o número de homens é bem maior do que as mulheres, então parece que eles não tão acostumados a trabalhar com a gente”, comenta. “Acho que foi nisso que o Hyperanhas acertou, sempre passamos a mensagem de que somos todos iguais: os homens tem vontade de sair e beber? A gente também”.

Tocando no assunto do machismo, Andressinha explica que muitas pessoas tem uma ideia errada da dupla. “É muito difícil ter que explicar pras pessoas que o Hyperanhas não é uma dupla de piranhas. Me afeta quando quem fala mal da gente usa uns argumentos que não são reais e nem sabem o que a gente passou pra estar aqui”.

Além da questão das poucas mulheres no trap e o gênero não ser tão conhecido como outros também dá aquela empacada. “O trap não ser conhecido nacionalmente ainda nos prejudica na hora de subir alguns degraus porque muita gente ainda não conhece. Ninguém tem obrigação de sair e cabe a nós, apesar das críticas, levar a cena pro Brasil inteiro”, dá a letra Andressinha.

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