Favelas podem girar mais de R$ 7 bilhões em 2019
Créditos: Deco // Portal KondZilla
- Por Gabriela Ferreira

Favelas podem girar mais de R$ 7 bilhões em 2019

Uma pesquisa do Outdoor Social revelou que as dez maiores quebradas do Brasil devem movimentar mais de R$ 7 bilhões no ano de 2019. Ainda existe muito preconceito com a galera de quebrada, achando que o pessoal das favelas não consomem nada, não tem suas economias guardadas e coisas afim, né? Esse estudo revela que, sim, a favela consome muita coisa e ajuda a movimentar a economia.

De acordo com a pesquisa, o que mais movimenta a economia da quebrada é os mantimentos de casa, material de construção e remédios.

ComunidadePotencial de consumo em 2019

Rocinha (Rio de Janeiro) – R$ 1,23 bilhão

Rio das Pedras (Rio de Janeiro) – R$ 1,04 bilhão

Sol Nascente (Brasília) – R$ 910 milhões

Baixadas da Estrada Nova Jurunas (Belém) – R$ 729 milhões

Casa Amarela (Recife) – R$ 706 milhões

Paraisópolis (São Paulo) – R$ 706 milhões

Heliópolis (São Paulo) – R$ 685 milhões

Coroadinho (São Paulo) – R$ 662 milhões

Baixadas da Condor (Belém) – R$ 555 milhões

Cidade de Deus (Manaus) – R$ 549 milhões

Como dá pra ver pela tabela, só as favelas da Rocinha e o Rio das Pedras movimentam sozinhas mais de R$ 1 bilhão sozinhas. É muito dinheiro para um universo de pessoas que não tem prioridade com instituições financeiras.

Por causa da falta de oportunidade no mercado de trabalho, a solução de muita gente da quebrada é virar empreendedor e tentar girar aquela graninha pra sustentar a casa. Essa é a realidade de muitas pessoas, tanto que a maior parte dos microempreendedores e donos de pequenas empresas são da favela. Mas, como grandes bancos e empresas ainda têm muito preconceito com os quebradas, eles ainda não abriram suas portas pra essa galera classe mais baixas. Muitos desses empreendedores não têm contas em bancos.

Além dos trabalhos “informais” serem um empecilho na hora de fazer empréstimos, abrir contas e coisas do tipo, a questão da moradia também é motivo pros grandes bancos pesarem na hora de ajudar o pessoal da quebrada, o que é absurdo, ainda mais se a gente levar em conta o tanto de gente que conseguiu mudar de vida empreendendo, né?

Essa pesquisa do Outdoor Social só vem pra fortalecer ainda mais a visão de que as portas pro pessoal das favelas têm que ser abertas de uma vez por todas, já que não existe desculpa e nem tem que existir desculpa pra não incluir esse público.

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