Saúde, Beleza e Bem-Estar

Liderança em academias: rotatividade reflete falhas de gestão, não diferenças geracionais

14.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

Quem: academias e seus profissionais; o quê: alta rotatividade atribuída à gestão; quando: artigo publicado em 12/5/2026 por Cris Santos, colunista da Fitness Brasil; onde: setor fitness.

A rotatividade de equipes nas academias é, segundo o texto de Cris Santos publicado em 12/5/2026, resultado de práticas de liderança inadequadas e não de diferenças entre gerações. O artigo destaca que, embora seja comum atribuir a saída de profissionais à “nova geração” ou à incompatibilidade entre idades, o problema central está na forma como gestores conduzem times diversos.

O setor convive hoje com profissionais de várias idades e trajetórias que compartilham o mesmo ambiente, a mesma clientela e o objetivo de entregar resultados. Ainda assim, muitas lideranças seguem tratando todos como se tivessem expectativas e necessidades idênticas. Essa uniformidade na gestão, aponta o texto, é a principal falha.

Profissionais apresentam perfis distintos: alguns priorizam estabilidade e previsibilidade; outros buscam crescimento acelerado, maior autonomia e equilíbrio entre vida pessoal e trabalho. O artigo enfatiza que nenhum desses perfis está necessariamente equivocado, mas que ignorar essas diferenças e aplicar um único modelo de gestão leva à insatisfação.

O mercado fitness exige características específicas do time, como energia, capacidade de relacionamento, presença e entrega constante. Ao mesmo tempo, muitas unidades falham em pontos básicos de gestão, listados na matéria como falta de clareza de função, ausência de desenvolvimento de lideranças, comunicação interna deficitária e reconhecimento insuficiente. Quando esses pilares não existem, profissionais de qualquer faixa etária tendem a deixar a empresa.

Segundo o texto, a rotatividade costuma refletir a experiência do trabalhador dentro da organização, não sua idade. Ambientes confusos e lideranças despreparadas afastam desde iniciantes até profissionais com mais tempo de mercado.

Imagem: Imagem Divulgação

Para liderar equipes geracionaismente diversas, a reportagem indica que gestores precisam ter repertório para ajustar comunicação, alinhar expectativas, desenvolver pessoas individualmente e construir um contexto de trabalho com sentido. O argumento central é que ninguém permanece em um local onde não se sente visto, respeitado e adequadamente desafiado.

Ao final, a provocação feita no artigo é reformular a questão: em vez de perguntar como lidar com “a nova geração”, a pergunta relevante seria se os líderes estão preparados para conduzir pessoas diferentes deles. Enquanto o mercado insistir em modelos antigos, o que se classifica como “problema geracional” continuará sendo, na prática, um problema de gestão.

Com informações de Fitnessbrasil

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