Educação

Fundação Julita debate o funk como gênero, lazer e estilo de vida

21.10.2021 | Por: Wenderson França

Não é mais novidade pra ninguém que dentro das favelas as pessoas respiram o funk, não é mesmo? Funk não é somente um gênero musical, mas sim o estilo de vida de muitos. Sendo assim, pela primeira vez na história em 69 anos, a Fundação Julita realizou um Mini Fórum – O movimento funk entre lazer e criminalização. Quer saber mais sobre? Cola com o Portal KondZilla e pega a visão. 

Funk é cultura viva! Essa foi a visão do mini fórum – O movimento funk entre lazer e criminalização. As vivências ocorreram na semana passada, na Fundação Julita, localizada na zona sul de São Paulo, mas especificamente nas quebradas do Jardim São Luis e responsável por desenvolver um trabalho em prol da educação e da garantia dos direitos de crianças, jovens e idosos em vulnerabilidade social.   

As atividades foram direcionadas por articuladores do movimento funk como o jornalista, produtor de conteúdo e apresentador Wenderson França (França); dançarina Barbará Querino (Babiy) e a DJ e produtora musical Carolina Ribeiro (Brazook).

Com propriedade de falar, diversos assuntos foram abordados, sendo entre eles: a produção de conteúdo voltada para o funk, criminalização do gênero, meios de rentabilizar a dança e até mesmo uma linha do tempo foi feita com diversas músicas das antigas até o presente momento. É válido ressaltar que DJ Brazook foi uma das participantes do reality show Hervolution, programa da KondZilla em parceria com a RedeTV!  

“Quando falo sobre funk, lembro do início de tudo. Lembro da minha quebrada, das festas em família, do grupo de amigos aprendendo a dançar. É preciso falar sobre criminalização do funk, como essa estética é marginalizada, morta e presa. É preciso falar sobre funk nas cadeias e em como ele é elemento chave para que pessoas tenham força e vontade de mudar de vida”, disse a dançarina Babiy Querino.

Representando a Fundação Julita, em conjunto com seus superiores, para a educadora Larissa Avelar: “O mini fórum –  O movimento funk entre lazer e criminalização foi um convite à reflexão acerca do movimento funk e sua importância na resistência e reexistência da juventude negra periférica brasileira.”

Por fim, depois de um longo dia com diversos assuntos pertinentes debatidos, o mini fórum foi concluído com uma batalha do passinho entre os jovens apoiados pela Fundação Julita. Qual é a sua opinião sobre movimentos como esse realizado pela Fundação Julita? Cola no Instagram da KondZilla e deixe sua opinião. 

Sobre a Fundação Julita

A Fundação Julita é uma iniciativa do fazendeiro e produtor de café, Antônio Manoel Alves de Lima. Foi criada em 6 de dezembro de 1951 em uma área de mais de 50 mil m². Naquela época, o objetivo principal era abrigar famílias de migrantes rurais no modelo de cooperativa, no qual as famílias moravam, plantavam, colhiam e aprendiam a ler e a escrever. Ainda era oferecida assistência em relação à educação, alimentação, saúde e orientação profissional.

Em 1993, o Estatuto da Fundação Julita foi reescrito, a fim de atender às novas demandas e necessidades da comunidade do Jardim São Luís e bairros vizinhos, considerada até hoje uma das regiões mais violentas da cidade de São Paulo. Com o novo Estatuto Social, a Fundação passa a beneficiar crianças, adolescentes, jovens e idosos em vulnerabilidade social. Hoje, atende diariamente cerca de 1.200 pessoas, com idades entre 4 meses a mais de 60 anos.

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