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Entre a fragilidade inevitável e a força de um mineiro, Djonga lança quinto álbum da carreira

15.03.2021 | Por: Wenderson França

A capa do álbum “Nu” é de fato a cabeça de djonga servida em uma bandeja, entretanto o discurso sem dúvidas enfia goela abaixo a mensagem ‘não entrego minha cabeça, muito menos minhas ideias de bandeja’. Fragilizado, mas de cabeça erguida, é assim que Djonga vem no quinto álbum da carreira, lançado tradicionalmente no dia 13 de março. É fã de Djonga e gosta das visões passadas por ele em suas letras? Então, pega a visão sobre “Nu” no Portal KondZilla.  

Oito faixas simbolizadas pela busca de se encontrar e se encontrar com o mundo. Esse foi um dos sentimentos em “Nu”, afinal Djonga costuma passear em suas próprias contraversoes no sentido positivo da coisa, o rapper não é de se prender a ‘verdades’, além de fatos como o drama vivido pelo negro em um mundo marcado pelo racismo estrutural. Representando o quinto álbum da carreira o mineiro dividiu as as faixas em: “Nós“, “Ó Quem Chega“,  “Xapralá“, “Me dá a Mão“, “Vírgula“, “Ricô“, “Dá pra ser?” e “Eu“.

O álbum chega para complementar a discografia lançada por Djonga nos últimos cinco anos composta por: “Heresia” (2017), “O Menino Que Queria Ser Deus” (2018), “Ladrão” (2019) e “Histórias da Minha Área” (2020). Afinado e fazendo histórias como nos outros álbuns, dessa vez, o rapper apresenta parcerias com artistas como: Nagalli, Coyote Beatz, MDN Beatz, Doug Now, Thiago Braga e Budah

Realizado pelas produtoras Ceia Ent. e Quadrilha, em apenas três dias, os videoclipes e animações que contextualizam a história contada em “Nu”, somam mais de sete milhões de visualizações no Youtube até o momento do lançamento desta matéria. É válido ressaltar que esses números não abrangem o alcance nas plataformas streaming pagas como Spotify, Deezer e Apple Music.  

Entre a força, fragilidade, angústia e incertezas 

Assim como em outros trabalho, porém sempre dando uma incrementada, Djonga passeia por diversas questões de si e do mundo em “Nu” como: racismo, política, cancelamento, sucesso, condenação, impotência, insegurança, ausência, incentivo, resgate, autoestima, ostentação, ser humano, coisas que o dinheiro não pode e adequação. Djonga passa em diversos momentos o quanto tem ainda tem a aprender e relata como a mesma coroa que o levou até o topo, também o persegue. Mesmo passeando por temas que mostram um pouco de sua fragilidade, o artista não deixa a peteca cair e mantém as linhas firmes que expressam o dito do início desta matéria: ‘Não entrego minha cabeça, muito menos minhas ideias de bandeja’.

A explicação de Djonga para a capa do álbum, onde a cabeça do artista aparece servida em uma bandeja, cercada de pessoas fazendo gestos obscenos e julgamentos, talvez esclareça bem o conceito de “Nu”: “A minha cabeça tá na bandeja há muito tempo. Antes de fama, números e etc. Nós já vivemos coisa pior… Talvez você não saiba, mas a sua também”, disse Djonga no Instagram.

Por fim, o que nos fica é a entrega de Djonga em mais um disco repleto de assuntos que  seguem engasgados na garganta de diversos pretos e favelados que jamais se calaram diante da desigualdade e racismo estrutural. “Nu” é também sobre autoaprendizado, representatividade, olhar interno, cuidado e liberdade.

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