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Eco Fada ensina que a favela também pode ser vegana ou vegetariana gastando pouco

30.06.2020 | Por: Wenderson França

O movimento vegetariano e vegano vem se popularizando, fazendo com que cada vez mais pessoas tomem consciência da causa. Mesmo assim, ainda existe um tabu que para aderir a causa precisa ter dinheiro, o que não é bem uma verdade. Pensando nisso, Ellen Monielle, dona do Instagram Eco Fada, passou a compartilhar sua rotina alimentar baseada em produtos do dia a dia para desmistificar essa crença enraizada. Quer saber um pouco mais sobre essa caminhada? Então cola com o Portal KondZilla.

O vegetarianismo ou veganismo podem ser adotados por diversas razões sendo a principal delas o respeito pela vida animal. Entretanto, as vertentes se coincidem mas não são idênticas, existe uma diferença significante.

vegetarianismo – casos mais comuns são entre pessoas que excluem totalmente o consumo de carne animal de suas refeições, porém seguem consumindo leite, ovos e mel;

veganismo – pessoas que excluem qualquer coisa que venha de origem animal indo da alimentação, vestuário, produtos testados em animais, até mesmo lugares que usam animais como entretenimento.

Para que você possa entender mais a praticante do veganismo popular Ellen Monielle, 21, moradora de Natal, Rio Grande do Norte, te passa a visão. “O veganismo popular é um caminho do movimento vegano que reconhece a realidade das pessoas. Você pode ser pobre, periférico, preto e ser vegano. Nessa vertente do veganismo a gente fala sobre raça e classe”.

Além da consciência sobre a vida dos animais a pauta também é referente a saúde da favela. “Nenhuma pessoa pobre precisa comer ultraprocessados tipo linguiça ou salsicha não! Esses alimentos têm impactos muito negativos à saúde, que terão seus efeitos vistos mais tardes se transformando em doenças cardíacas, diabetes e outros”. O número de pessoas com diabete no Brasil subiu 31% segundo levantamento da Federação Internacional de Diabetes feito em 2019. “O que tá acontecendo nas favelas brasileiras é um nutricídio [nutrição + suicídio], ou seja, mortes causadas através de alimentos como esses [embutidos]”, explicou Ellen.

Transição para vida vegetariana até o veganismo

Vale salientar que a luta para se abster das carnes se tornando vegetariano ou vegano não acontece do dia para noite. “Eu já queria virar vegetariana desde os 12 anos porque vi um vídeo sobre a indústria da carne naquela época. Depois que virei vegetariana, vi todas as outras coisas que essa luta envolvia”. Para Ellen ser vegana não é somente sobre deixar de consumir produtos de origem animal, envolve outras causas. “É também uma luta ambiental e política. Envolve acabar com vários outros tipos de opressões na nossa sociedade”.

Se você pensa em sair do arroz, feijão e carne por algum motivo saiba que o início pode ser difícil, mas existe sim um caminho. “No começo do veganismo ou vegetarianismo, ficamos meio perdidos, sem saber o que comer ou o que fazer. Essa foi a maior dificuldade que encontrei, mas depois começamos a se adaptar à nova realidade e encontrar substituições, novos sabores”.

Se você é aquele quebrada raiz, talvez não encontre tantas dificuldade, afinal sabemos a receita para economizar. “Aprendi que dá pra gastar bem menos sendo vegano optando por opções que comemos no dia-a-dia e adaptando”. Lá vai algumas dicas compartilhadas também no Instagram Eco Fadas. “Da pra pegar batata e fazer um “queijo” vegano bem simples e barato, fazer maionese de inhame, molho branco com leite de coco e batata, dentre outros”.

Outra dica muito importante é acompanhar a sazonalidade dos produtos. Nesses períodos os alimentos costumam baixar bastante o preço, possibilitando a você economizar ainda um pouco de grana.

Compartilhando a vida vegana nas redes sociais

Sem depender de carnes e outros derivados de animais para se alimentar a quase 5 anos, Ellen, por influência de amigos, criou o Instagram Eco Fadas onde compartilha algumas receitinhas bem práticas e de dar água na boca, até em viciados em carne e derivados animais – como pode ser o seu caso.

“Eu já mostrava um pouco do que preparava no meu insta pessoal e também fazia algumas comidinhas pros meus amigos provarem. Eles me incentivaram muito a começar a compartilhar e falar sobre o assunto, foi aí que criei o @eco.fada“.

Depois de conquistar visibilidade no Twitter ao explicar o que é veganismo popular e como cozinhar algumas receitas, Ellen cresceu com o Eco Fada também no Instagram, onde passou a incentivar outras pessoas a conhecerem o universo vegetariano e vegano. No mundo do funk, Anitta é muito conhecida por levar a causa vegana.

“Fico extremamente feliz e emocionada quando alguém diz ‘mudei tal coisa porque você falou’ ou ‘agora consigo diversificar mais minha alimentação’. E a cada dia que passa, vejo mais pessoas falando sobre o tema, criando receitas acessíveis e mostrando que o veganismo não é só pra gente branca e rica”.

Se interessou pela causa ou ficou com alguma dúvida? Acompanhe a galera pela hashtag #veganismodequebrada no Instagram e Twitter para saber mais sobre.

Acompanhe Eco Fada no Instagram

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