Eventos

Conheça para trabalhar com eventos, começa, antes de tudo, por gostar de gente

27.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

O teste que define quem vira gestor de eventos — e quem fica no operacional

Não é sobre cronograma: o diferencial começa na relação com pessoas e se traduz em impacto para marcas e negócios

POR TATIANE FIGUEIREDO

Transmissão: Band

Na primeira aula, eu pergunto algo simples que revela o ponto de partida de cada aluno: por que escolher eventos? As respostas mostram dois perfis claros. Há quem queira migrar, com fome de aprender e olhar novo. E há quem já esteja no setor, atrás de atualização e de uma leitura mais atual do mercado.

Essa diferença de origem não aponta melhor ou pior — revela expectativa. E ela expõe um desafio recorrente: muitos profissionais executam com excelência, mas poucos desenham eventos a partir de uma visão estratégica que conecte objetivos de negócio a experiências reais.

Do executor ao “Maestro”: o que realmente importa

Antes de dominar logística, orçamentos e plataformas, há uma competência prévia e central: gostar de gente. Não no sentido de ser extrovertido por obrigação, mas de ter escuta afiada, empatia operativa e habilidade para construir confiança entre clientes, fornecedores e times.

O gestor que faz a diferença é quem enxerga além da tarefa. Ele equilibra atenção ao detalhe com capacidade de antecipar tensões, traduz necessidades em soluções e mantém o foco nos resultados desejados por cada stakeholder — executivos, participantes, produtores e parceiros.

Imagem: Imagem Divulgação

Chamo esse papel de “Maestro”: o ponto de convergência que garante coerência entre propósito do evento e execução. A tecnologia muda formatos; tendências giram. Mas a essência persiste: eventos são encontros humanos com objetivos claros.

Num mercado que valoriza cada vez mais a maturidade, os profissionais mais valorizados reúnem três qualidades que se fortalecem mutuamente: sensibilidade para ler contextos, inteligência prática para resolver problemas e visão estratégica para conectar experiência a impacto.

Quando essas três dimensões se alinham, o evento deixa de ser uma entrega técnica e passa a mover reputação, gerar negócios e construir vínculos duradouros. É aí que a profissão revela seu lado mais nobre — e onde o gestor passa a ser reconhecido como líder de experiências.

*Tatiane Figueiredo é professora e Presidente Eleita da MPI Brazil

PUBLICIDADE Flowers

Veja também

PUBLICIDADE Flowers