Ata do FED indica possibilidade de alta dos juros nos EUA; incertezas com Irã pressionam mercado
Estamos na quinta-feira, 21 de maio. Investidores iniciam o pregão avaliando as perspectivas para a taxa de juros nos Estados Unidos e a evolução do conflito no Irã após a divulgação das minutas do Federal Open Market Committee (Fomc).
Cenários
As minutas da reunião do Fomc, realizada nos dias 28 e 29 de abril, reforçam o alerta de que a inflação americana permanece elevada, parcialmente influenciada pelo recente aumento dos preços globais de energia. O documento também cita que os desdobramentos no Oriente Médio estão elevando o nível de incerteza sobre o panorama econômico.
O Federal Reserve (FED) manteve a taxa básica de juros na faixa entre 3,5% e 3,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, mas o teor da ata sinalizou uma menor inclinação para cortes no futuro. Segundo o registro, vários membros do FED manifestaram preferência por retirar do comunicado pós-reunião a indicação de viés de redução de juros.
Com a inflação persistente, o banco central americano deixou explícita a possibilidade de elevar os juros, caso seja necessário. O posicionamento formalizado nas minutas aumentou a probabilidade percebida de novas altas entre agentes de mercado.
Operadores passaram a precificar cerca de 30% de probabilidade de um aumento das taxas até o primeiro trimestre de 2027. Ao mesmo tempo, a mediana das expectativas dos participantes entrevistados passou a antecipar cortes apenas no terceiro ou quarto trimestre de 2026, mais tarde do que estimativas anteriores. Em síntese, a janela para juros menores pode se estreitar e ficar mais distante.
Enquanto isso, declarações contraditórias do presidente Donald Trump sobre as negociações com o Irã e referências a possíveis ataques contra infraestruturas iranianas ampliaram a incerteza geopolítica. No entendimento do mercado, a indefinição sobre o conflito tende a exercer pressão sobre os preços do petróleo e sobre a estabilidade da cadeia global de energia.
Perspectivas
Na abertura desta quinta-feira, o barril do Brent avançava pouco mais de 2%, para US$ 107,35, refletindo o pessimismo sobre uma resolução rápida no Irã e reforçando os temores de inflação global. Nos contratos futuros do pré-mercado, os principais índices americanos operavam em queda, e ações de empresas brasileiras listadas nos Estados Unidos recuavam cerca de 1%.
Indicadores
BRASIL
Reunião do Conselho Monetário Nacional
ESTADOS UNIDOS
Pedidos iniciais de seguro-desemprego
Esperado: 201 mil
Anterior: 211 mil
Imagem: Reuters
PMI Industrial (Mai)
Esperado: 53,8
Anterior: 54,5
PMI do setor de serviços (Mai)
Esperado: 51,1
Anterior: 51,0
PMI Composto S&P Global (Mai)
Esperado: ND
Anterior: 51,7
A ata do Fomc e as declarações sobre o Irã marcaram o início da sessão, deixando investidores atentos a novos sinais sobre a trajetória dos juros e ao desenrolar das tensões no Oriente Médio.
Com informações de Forbes