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Criadores de conteúdo enfrentam desafio para converter seguidores em ouvintes fiéis

16.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla
Screenshot

TRANSMISSÃO: Band | YouTube | ele ganhou notoriedade (YouTube)

Influenciadores entram na música, mas fidelizar público segue difícil

Nos últimos anos, nomes originados nas redes sociais têm migrado com frequência para a indústria musical, transformando alcance digital em projetos profissionais. YouTubers e influenciadores tentam, assim, converter público online em audiência em plataformas de streaming, listas de sucesso e apresentações em festivais.

Um exemplo recorrente é Joji. Antes de se consolidar como músico, ele tornou-se conhecido no YouTube pelo personagem “Filthy Frank”, com vídeos de humor e forte viralização. Ao abandonar a persona cômica, migrou para uma estética musical mais melancólica, próxima ao R&B alternativo, o que resultou em faixas com milhões de reproduções e reconhecimento no mercado.

Outro caso citado é Addison Rae, que alcançou grande visibilidade em 2019 no TikTok e posteriormente lançou carreira na música e perseguiu outros ramos do entretenimento. Entre os trabalhos que a destacaram estão os singles “Fame is a Gun” e “Diet Pepsi”, além de participações em festivais como Coachella e Lollapalooza.

No Brasil, a transição também é notória. Whindersson Nunes, que construiu enorme público no YouTube, já investiu em projetos musicais ao longo da carreira. Uma de suas canções mais conhecidas é “Girassol”, gravada com Priscilla — ex-Priscilla Alcântara —, que contabiliza 147 milhões de reproduções no Spotify e 26 milhões de visualizações no YouTube.

Outro exemplo nacional é LVCAS, artista que se apresentou inicialmente nas redes como Lucas Inutilismo. Músico desde a infância, ele ganhou exposição por meio de uma persona humorística antes de se dedicar integralmente à música. Em entrevista ao veículo, explicou que a música sempre foi prioritária em sua trajetória e que o YouTube serviu como plataforma de projeção.

Imagem: Imagem Divulgação

LVCAS também ressaltou que tratar lançamentos musicais como mera extensão do conteúdo digital é um equívoco, pois as duas atividades exigem estratégias distintas. Segundo ele, publicar uma faixa sem um projeto consistente — com estética, narrativa e continuidade — não garante sucesso automático; ter muitos seguidores não significa a conversão imediata para ouvintes de discos ou público de shows.

O artista afirmou ainda que a construção de uma carreira musical demanda paciência, coerência e disposição para manter o trabalho mesmo diante de frustrações, além de clareza estética e repetição como elementos fundamentais para o reconhecimento duradouro.





Em um cenário em que a visibilidade nas redes estimula criadores a explorar a música, a experiência mostra que a simples presença online não é suficiente: permanecer relevante no mercado fonográfico envolve planejamento e esforço contínuo.

Com informações de Portalpopline

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