Um papo sobre funk, carreira e o momento atual com o MC Anjim

Autor: Gabriela Ferreira

Fotos por: Felipe Max // Portal KondZilla

Funk de MG | 19/05/2020 17:04:59

Um dos personagens do funk mineiro, seja pelo talento ou pelo cabelo chamativo, MC Anjim vem se destacando no funk ao lado de MC Laranjinha, MC Rick, MC Vitin LC e mais uma galera que tá fazendo o rolê acontecer em Minas Gerais. Dono de htis como “Água Rosa” e “Postura de Bandido Mal“, Anjim trocou um papo com o Portal KondZilla sobre influências, o cabelo vermelho e mais uns trem bão. Cola aí.

Cria da comunidade da Serra e morador do bairro da Boa Vista, com apenas 20 anos, MC Anjim queria ser skatista antes de começar o corre no funk. “Antigamente eu sonhava em ser skatista profissional. Andava de skate sérião, mas parei e comecei a trabalhar”, comenta ele. “Nisso, lá no final de 2015, comecei a trampar perto do Morro das Pedras e foi aí que eu tive meu primeiro contato com os DJs de lá”.

O vulgo Anjim veio de um apelido de infância. “Meu cabelo sempre foi cacheado desde criancinha e por isso sempre me chamaram de Anjim”. Já o vermelho chamativo do cabelo foi um experimento que deu certo. “Aqui na minha favela todos os crias platinam o cabelo no Ano Novo, só que teve uma vez que eu quis logo meter um vermelhão cabuloso”, lembra ele. “Acabou que rolou uma identificação. Já tive outros cabelos que a galera curtiu também, mas o vermelho que chama, né? Tento retocar ele sempre”.

MC Anjim no Funk de BH

MC Anjim começou a lançar música bem no comecinho de 2019 e seu primeiro som a estourar foi em setembro do mesmo ano. “Água Rosa” já passa de 36 milhões de visualizações no YouTube. “A música mais importante da minha carreira até agora foi ‘Água Rosa’, ela que me fez colocar os pés no chão de verdade”, comenta. “Mas eu também diria a ‘Postura de Bandido Mal‘, que tem crescido bem”.


MC Laranjinha e MC Anjim

Os anos de 2018 e 2019 foram prósperos pro funk mineiro, como já falamos antes. Em 2018, “Parado do Bailão“, dos MCs L da Vinte e Gury virou hit e MC Rick veio crescendo cada vez mais. Assim, muitos outros MCs mineiros foram aparecendo e ganhando destaque fora do estado. “O funk aqui tem crescido de uma forma muito impressionante e satisfatória, na minha opinião. Antes a gente não tinha espaço pra entrar na mídia, pra conseguir era ou você fazendo parte da mídia ou conhecendo alguém”, explica Anjim. “Com o passar do tempo as coisas foram se ajeitando. Quando tive a oportunidade e entrei pra mídia, comecei a botar minha cara de verdade, independente se eu tivesse fazendo muito número ou não”.


MC Laranjinha, Davi Kneip e MC Anjim durante a gravação do clipe ‘Vem se Apegar no Vilão

União do Funk em BH

Uma das coisas que ajudaram e continuam ajudando não só o funk mineiro, mas a música num geral, é aquele negócio de um ajudar o outro e muita união. “A união dos MCs é muito importante, mesmo que a gente seja de uma quebrada diferente do outro ou tenha uma ideologia diferente, nós estamos na mesma função, todo mundo na mesma luta pelo funk”, diz Anjim. “Às vezes tem gente que não tem oportunidade, mas tem talento, ou até mesmo quem tem mais oportunidade que talento, todo mundo tá no mesmo corre. Mesmo que a pessoa não esteja brilhando agora, uma hora vai brilhar porque Deus é bom o tempo todo!”.

Por falar em união, Anjim é colado com a turma da Tropa do 7LC, que conta com diversos artistas, como MC Laranjinha, MC Vitin LC, MC Mika e muitos outros, e além da parceria e amizade, os caras também servem de inspiração. “Minha maior inspiração é meu pai, papo reto. Daqui de BH, minha tropa que tá sempre comigo. A gente se inspira e se ajuda pra fazer o negócio virar”.

No momento, a união é simbólica, já que estamos passando por um momento de isolamento social por conta da pandemia do covid-19. “Esse momento do coronavírus tá foda, temos que fazer por onde, nos prevenir e ficar em casa porque quanto mais a gente se prevenir, mais rápido a gente volta pra vida normal”, comenta ele. “Temos que ter muita fé, acreditar que a mudança vai vir logo após, mas a mudança tem que começar por nós”.

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