Festival In-Edit 2019 apresenta a cultura das favelas brasileiras

Autor: Fernanda Souza

Fotos por: Felipe Max // Portal KondZilla

Rap | 20/06/2019 12:00:06

Anexo faltante

Poucas pessoas conhecem, mas todos os anos, desde 2009, o Brasil faz parte de um festival cinematográfico, criado em Barcelona no ano de 2002, que apresenta e divulga produções audiovisuais do mundo inteiro. Movimentos musicais, músicos e produções culturais são os assuntos que compõem as discussões dos longas e curtas metragens documentados no evento. Em sua 11° edição, o In-Edit Brasil – Festival Internacional do Documentário Musical está destacando a cultura vinda da favela. Chega mais que o Portal KondZilla te fala mais sobre a programação.

Para quem curte a cultura Sound System, nascida em Kingston, na Jamaica, dois documentários irão discutir o movimento em território brasileiro: “Sound System – A Voz da Quebrada” e “FYA – Um Filme Remix sobre o Dancehall da Quebrada“. Ambos ressaltam a cultura que está fervendo em São Paulo. Os trabalhos mostram os coletivos, a discussão sobre as diversas vertentes de ritmos jamaicanos, a identidade dessa cultura e nomes agitadores da cena. “Sound System” vai ser exibido no sábado (22), na Cinemateca, e “FYA” será exibido amanhã (21), no Centro Cultural São Paulo, e no sábado, na Cinemateca.

Mas, esses não são os únicos destaques do festival. Outro trampo foda que destaca as produções da periferia é o “Beat é Protesto – O funk pela ótima feminina“, que debate o papel da mulher negra e periférica no funk e na sociedade e que foi produzido por uma equipe 100% feminina. O documentário já está disponível na plataforma de streaming Spcine Play.

Pra destacar o rap, outro trabalho importante é o “Rap pelo Rap 2“, trabalho que se foca no cenário atual do rap nacional e traz depoimentos de artistas grandes como Djonga, Baco Exu do Blues, Rincon Sapiência e Tássia Reis.

Além do mais, segundo o portal do festival In-Edit, algumas produções estarão disponíveis no serviço de streaming Spcine Play da Spcine. O público não paga nada, mas pode perder debates, falas ao vivo de produtores e comentaristas musicais, já que toda edição o evento proporciona esses momentos após a exibição dos documentários.

Os trabalhos cinematográficos podem ser prestigiados presencialmente até o dia 23 de junho no CineSesc, SPcine Olido, Spcine Lima Barreto (CCSP), Cinemateca Brasileira e Cine Matilha Cultural, com atividades paralelas no Blue Note São Paulo, Sala Olido, Sala Adoniran Barbosa (CCSP), Cine Joia e Z Carniceria. Todos com entrada gratuita e alguns com a presença marcada de diretores ou fomentadores culturais. Vale ressaltar que a distribuição e organização das sessões estão de acordo com a administração específica do equipamento cultural.

Para consultar os horários e datas das sessões basta acessar o Portal do In-edit e procurar por dia ou título desejado. Além dos filmes citados, o público poderá encontrar outras obras de idealizações brasileiras e também internacionais.

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