Explicando em detalhes: o que é auto-tune

Autor: Gabriela Ferreira

Fotos por: Arte // Portal KondZilla

Musica | 17/09/2019 12:32:01

Anexo faltante

Você sabe o que a Cher, o Kanye West e Diomedes Chinaski tem em comum? Não pensou em nada? Pois eu logo te digo, os três são grandes amantes do auto-tune. Talvez você nem saiba o que é isso, mas já tenha ouvido falar, até na música “A Morte do Autotune“, do Matuê. O auto-tune é um programa que muda a voz das pessoas e é usado por muitos cantores. Pra você entender de vez o que é o programa, o que ele faz e porque ele é querido por muitos, o Portal KondZilla vai te contar toda a história do auto-tune.

O programa foi lançado em 1997 pela empresa Antares e a criação dele foi um pouco curiosa porque a empresa que o lançou na real era conhecida no ramo do petróleo, empresa criada por um mano chamado Andy Hildebrand. Ele trampava com mecanismos de ondas sonoras que ajudava a achar o petróleo debaixo da terra. Um dia, ele percebeu que o programa podia ser usado nas músicas, e assim criou o auto-tune, que significa “auto afinar”, ou seja, dar uma afinadinha na voz.

Na prática, o auto-tune arruma as imperfeições das músicas, alguns erros de tom, desafinadas dos artistas e coisas do tipo, por isso ele faz tanto sucesso.

Em 1998, um ano depois do lançamento do programa, a Cher, uma das maiores estrelas pop, lançou um disco de dance jusic chamado “Believe“. A música que dá nome ao álbum foi a que fez o auto-tune ser o que é hoje. Em trechos como o “it’s so sad that you leaving” dá pra sacar um tom bem robótico na voz da cantora.

Lá pros anos 2000, o recurso foi abraçado pelos rappers, tipo o T-Pain que era um grande fã do auto-tune. A primeira música do rapper que se destacou e que tem o auto-tune é “I’m Sprung“, de 2005. Outros rappers, como o Lil Wayne e Kanye West também utilizavam o programa na época.

Em 2008, porém, Kanye West foi além no uso do auto-tune no disco “808s & Heartbreak“, um dos álbuns que mudaram a música pop de lá pra cá. No álbum, ele usa o recurso para dar aquela distorcida na voz, deixando ela muitas vezes bem robótica, como em “Love Lockdown“. Essa mistura do rap com as batidas eletrônicas e o uso “exagerado” do auto-tune mudou a música.

Vindo mais pra cá, depois dos anos 2010, o auto-tune é quase um tiro certeiro no trap, uma vertente do rap. Artistas como Future e Travis Scott são dois grandes nomes que, inspirados pelo Kanye, tão aí com tudo no uso do auto-tune e no uso de outros efeitos que dão aquela distorcida na voz.

Aqui na música nacional não é diferente. BC Raff, Diomedes Chinaski, Jé Santiago e muitos outros utilizam do recurso em suas músicas.

Pois é, o auto-tune tá aí pra ser usado, seja pra dar uma afinadinha na voz, pra distorcer ela totalmente ou seja o que for. Pop, rap, funk, independente do gênero musical, o auto-tune tá aí pra ser usado e explorado pelos artistas.

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