Depois de muito corre, Kelzika está fazendo acontecer no trap
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- Por Redação

Depois de muito corre, Kelzika está fazendo acontecer no trap

Se engana quem pensa que só MC de funk pode aparecer aqui no Conte Aqui Sua História. Pra provar isso, quem dá as caras no projeto nesta sexta-feira é o Kelzika, um mano que está desenrolando no trap. Se liga:

“Olá KondZilla, meu nome é Adailson Silva Santos, vulgo MC KelziKa, sou da zona leste de São Paulo. Desde criança sempre gostei muito de música, aqueles clipes internacionais me fascinavam. Tive muita influência de artistas do hip-hop tipo o 50 Cent e o Chris Brown. Aos 14 anos comecei a compor minhas primeiras letras e no ano seguinte entrei em um grupo de rap chamado I.M Crew, composto por mais dois integrantes. Tivemos muitas experiências legais e foi assim que tive certeza que eu tinha nascido pra fazer aquilo. 

Eu não curtia muito a escola, mas sempre que eu ia, nas aulas vagas meus amigos paravam pra me ver cantar. Dava pra notar que eles realmente gostavam de me ver cantando. Pra mim, aquilo não tinha preço.

Aos meus 16 anos decidi sair do grupo de rappers que fazia parte pra me dedicar a minha carreira solo, mais voltado pro funk. Só aos 17 eu comecei a levar minha carreira mais a sério e a investir mais. Nesse mesmo ano, perdi meu irmão Davi, o que quase me fez desistir da música. Mas naquela mesma noite, eu jurei por ele que ei iria até o final, que eu faria o possível pra chegar no meu objetivo por mim, por ele e pela melhora da minha família. Eu e meu irmão éramos muito apegados, e ele com dois anos já cantava minhas músicas e sabia que eram minhas. Ele sempre me acordava pedindo pra eu cantar. Isso tudo era muito gratificante, não tinha dinheiro no mundo que pagava o sorriso dele. 

Um ano depois da morte dele, comecei a trabalhar como ajudante de pedreiro. Comecei a investir pesado e me dedicar cada vez mais. Tive muitas tentativas frustradas, muitos nãos na cara, e devido a pouca condição e recursos, cada dia que passava, ficava mais difícil acreditar que um dia seria possível. 

Meus pais não tinham condição de me ajudar a investir no meu sonho. Parecia algo impossível de ser realizado devido às adversidades da vida. Mesmo com toda a dificuldade, fraquejei, mas não desisti. Quando fiz 20 anos, comecei a namorar uma menina que mudou completamente minha vida e foi a pessoa que mais me apoiou e esteve comigo nessa jornada. Ela cresceu na zona sul de São Paulo, berço do rap nacional, vivia em estúdios e curtia trap. Ela enxergou em mim um talento a mais no trap e me influenciou a fazer essa transição do funk pro trap. Essa foi a melhor coisa que eu fiz na minha vida porque eu realmente me identifiquei e entendi que tinha nascido pra aquilo. 

Dois anos depois disso, lancei meu primeiro som de trap, “Drift“, juntamente com meu mano Lil Sant. Essa música foi super bem aceita pelo meu público e na sequência, soltei “Megane”, que alavancou minha carreira. Até hoje não cheguei onde eu realmente quero estar, mas já vivo de música e consigo enxergar um futuro brilhante pra mim, que antes parecia impossível. 

Minha maior influência é meu pai Claudionor Santos Neto, que não é nem artista, mas tem uma grande história de superação. Ele é a minha motivação. Entendi com ele que eu consigo chegar onde eu quiser e que meu lugar é onde eu quiser estar!.”

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