Tecnologia

CEO do Standard Chartered pede desculpas após chamar parte dos funcionários de “capital humano de menor valor”

22.05.2026 | Por: Gudyê KondZilla

O CEO do Standard Chartered, Bill Winters, publicou pedidos de desculpas após ser criticado por descreveu parte dos empregados atingidos por demissões relacionadas à inteligência artificial como “capital humano de menor valor”. A fala ocorreu após o banco anunciar planos para eliminar cerca de 7.800 cargos de back-office, medida apresentada como resposta ao avanço da automação.

Contexto e reação inicial

Winters fez os comentários durante o anúncio das demissões em uma atualização estratégica do banco, sediado em Londres. A instituição foi uma das primeiras grandes empresas financeiras a detalhar cortes motivados pelo impacto da IA. Em sua primeira manifestação pública depois das críticas, o executivo afirmou no LinkedIn que não se tratava apenas de reduzir custos e tentou contextualizar a expressão usada.

“Eu disse que funções de menor valor são mais vulneráveis à automação, e que temos a responsabilidade de ajudar colegas a migrarem para funções de maior valor”, escreveu Winters em sua publicação de esclarecimento, defendendo que um empregador responsável deve apoiar a transição dos funcionários afetados.

Novo pedido de desculpas e repercussão

Após nova onda de reações negativas, Winters retornou à mesma rede social e reiterou o pedido de desculpas, reconhecendo que a escolha das palavras causou desconforto a alguns colegas. O CEO também divulgou a transcrição completa de seu comentário feito no momento do anúncio, com a justificativa de que isso poderia oferecer melhor entendimento sobre sua posição e sobre o objetivo de auxiliar funcionários a lidarem com a rápida transformação do setor financeiro.

Apesar das tentativas de reparação, parte do público permaneceu crítica. Entre as respostas, houve quem afirmasse não ver diferença entre a fala original e as justificativas posteriores, e quem classificou as declarações como “repugnantes”.

Imagem: Imagem Divulgação

Detalhes dos cortes e metas do banco

O Standard Chartered pretende reduzir 15% dos mais de 52 mil cargos de back-office até 2030. Atualmente, o banco emprega quase 82 mil pessoas em todo o mundo. As posições mais afetadas estarão concentradas em centros de back-office localizados em Chennai, Bengaluru, Kuala Lumpur e Varsóvia.

Os cortes foram anunciados juntamente com metas mais altas de retorno aos acionistas, em uma fase final de um processo de transformação que o banco alega conduzir há cerca de uma década.

Com informações de Olhardigital

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